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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O Mercado Municipal de Estarreja

Padeiras no antigo mercado da Praça de Estarreja (Arquivo Municipal de Estarreja)

Data de 1812 a criação pela Câmara Municipal de Estarreja do mercado, aos domingos de manhã, na praça de Estarreja. Testemunham-no as actas camarárias e um documento do Desembargo do Paço, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, este respeitante a preocupações do Mosteiro de Arouca, donatário da terra. Realizou-se assim, ao longo do século XIX, um mercado aos domingos de manhã, aproximadamente na actual Praça Francisco Barbosa, mas também um pequeno mercado diário, mais vocacionado para os alimentos frescos. É o que informam, entre outros, o Inquérito Industrial de 1865, o Código de Posturas Municipais de 1879 e o Anuário Comercial de Portugal, nos últimos anos do século.

No ano de 1911 o mercado, que até então era aos domingos, passou a realizar-se às quintas-feiras e domingos, conforme informava nesse ano o jornal O Concelho de Estarreja e deve constar nas actas camarárias coevas. Esclarecia em meados do século XX o Anuário Comercial de Portugal que às quintas-feiras havia o mercado geral, enquanto o domingo estava reservado para um mercado próprio e especialmente agrícola. O Jornal de Estarreja noticiava em 1954 que, a partir de Março desse ano, mudariam os dias de realização do mercado, passando a fazer-se às terças-feiras e aos sábados, dias que se mantiveram até hoje.

O projecto do actual mercado de Estarreja é de 1960, da autoria do Arq. António Linhares de Oliveira, do Porto, autor dos projectos de outros edifícios no centro do concelho, que nesta época conheceu profundas alterações urbanísticas. Na verdade, a aquisição da Quinta dos Temudos em 1952, pela Câmara Municipal, serviu o propósito da construção do actual mercado, das Casas dos Magistrados e do Quartel da GNR. Construíram-se ainda as instalações dos Serviços Municipalizados e uma nova rua principal (a actual Avenida 25 de Abril), ficando reservados terrenos para o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Estarreja, ampliação dos CTT e um hotel-restaurante, entre outros edifícios, e planeando-se já um Parque Municipal.

A obra do novo mercado, noticiada com profundidade n’O Jornal de Estarreja, constava de seis pavilhões e incluía instalações frigoríficas. Foi adjudicada em 1961 ao empreiteiro Luís Costa, vindo a inaugurar-se em 14.6.1964. Presidia então a Câmara Municipal o Dr. Fernando Elísio Pinto Gomes. Os alimentos frescos (carne, peixe, legumes, ovos, fruta e aves) ocuparam o novo espaço, mas a feira ainda continuou por algum tempo na Praça Francisco Barbosa.

Vem isto a propósito da remodelação do mercado de Estarreja, recentemente iniciada, encerrando temporariamente a Avenida 25 de Abril e por 12 meses (previstos) o mercado, que transitoriamente fica a funcionar no Multiusos (antiga piscina) e estacionamento do Pavilhão Municipal. Entre as principais alterações projectadas foi noticiada a demolição do corpo sul do mercado coberto.

FEIRAS E MERCADOS DAS FREGUESIAS

Na freguesia de Beduído, além do mercado municipal acima descrito e da Feira de Santo Amaro, já abordada noutra ocasião, fez-se em tempos na Areosa uma pequena feira de gado bovino. Sabe-se que a feira de Nossa Senhora da Conceição, na Areosa, era realizada a 7 de cada mês em meados do século XIX, ocorreu igualmente nos dias 8 e finalmente nos dias 9. Era nos dias 9 que se fazia quando foi extinta, em 1901, integrando-se na Feira de Santo Amaro, que passou então a bi-mensal.

Entre o centro de Avanca e o largo de São Sebastião da mesma freguesia, alternou uma pequena feira de gado bovino, nos dias 2 de cada mês, durante a segunda metade do século XIX e início do século XX. Depois de extinta por longos anos, ainda se tentou reactivar em 1928, mas acabou por extinguir-se novamente. Sucedeu-lhe a feira dos 19 no largo de São Sebastião, em 1962, que no ano seguinte a Junta de Freguesia pretendeu instalar num terreno entre as estradas de Santo André e da Aldeia, e acabou por funcionar no mesmo local que o mercado.

Cabe dizer que o mercado de Avanca, às quartas-feiras, começou por realizar-se no largo da igreja, junto à capela de Santo António, desde 1928, e poucos anos mais tarde passou a fazer-se às quartas e às sextas-feiras. Nesse local permaneceu até à década de 1960.

Outras feiras e mercados, há muito extintos, houve em Avanca. A Memória Paroquial de 1758 dá conta da existência de uma feira a 30 de Dezembro, no terreiro da capela de Santo André, que era um «arraial de géneros comestíveis, caixas de madeira, carros e outras coisas de lavoura». Por outro lado inaugurou-se uma feira/mercado em 1919, em Água Levada, nos dias 19 de cada mês, que deve ter tido curta duração.

Os dias dos santos padroeiros foram já dias de feira em Fermelã (29 de Setembro, São Miguel) e em Salreu (11 de Novembro, São Martinho). Nesta última freguesia aceitou a Câmara Municipal que se fizesse uma feira de gado, nos dias 5 de cada mês, no lugar da Senhora do Monte, iniciada em 1914 e que pouco tempo deve ter durado.

Tem Pardilhó ainda hoje um mercado, aos domingos de manhã. Segundo o Pe. Ismael Matos, em 1888 a Junta de Freguesia deliberou sobre o local da venda do peixe à semana, que devia ser o mesmo do domingo. Sinal de que o mercado já se fazia. Sabe-se que em 1903 realizava-se no actual largo da igreja (nascente) mercado diário e maior ao domingo. Só muito recentemente o mercado se mudou do largo da igreja para a sua localização actual, em 2001, sendo o novo espaço inaugurado em 2003.

Mencionou o Dr. José Tavares ter a Câmara Municipal extinguido em 1858 uma feira de gado efémera em Pardilhó. Mais duradoura foi a Feira dos 9, criada em 1911, que passou a ser feita nos dias 9 e 23 a partir de 1927, por determinação da Câmara de Ovar. Mudada esta feira de gado do centro da freguesia para a Quinta do Rezende terminou, como as demais em Portugal, na década de 1980.

Refira-se finalmente que se fez um mercado do peixe em Veiros até finais do século XVIII, que se mudou para Pardelhas a fim de evitar o pagamento dos tributos devidos ao Mosteiro de Arouca.

As feiras de gado terminaram, em Estarreja e em Portugal, na década de 1980. Continuam hoje activos os mercados de Estarreja, Avanca e Pardilhó.


In O Jornal de Estarreja, n.º 4798, 3.2.2017, p. 2

O Conde de Ferreira


Joaquim Ferreira dos Santos (n. 4.10.1782, Campanhã; f. 24.3.1866, Porto) foi o mais novo de 5 filhos, de um casal de lavradores. Sendo de origem modesta, iniciou estudos para se tornar sacerdote, que abandonou passando a exercer no Porto a profissão de caixeiro.

Cerca de 1800, com 18 anos, embarcou com destino ao Rio de Janeiro, onde começou a ganhar dinheiro no comércio à consignação. Recebia mercadoria para revender que lhe era enviada do Porto (vinho, chapéus, utensílios ou adornos) para onde enviava na volta dos navios outros bens (açúcar, aguardente, couros, café, arroz). Casou-se uma só vez, com uma senhora argentina dotada de património, D. Severa Lastra, com quem teve um único filho no Rio de Janeiro, falecido jovem, pelo que não deixou descendência. Poucos anos terá durado o casamento, por falecimento da esposa, crendo-se que o matrimónio tenha contribuído para mais facilmente se movimentar entre a elite burguesa do Rio de Janeiro.

Expandiu depois a sua actividade comercial para Lisboa, Angola e Inglaterra, dedicando-se ao tráfico de escravos pelo menos entre 1816 e 1828. A partir de 1830 ficou proibido o tráfico de escravos a cidadãos brasileiros (que ficou sendo com a independência deste país), o que lhe causou problemas com a justiça. Regressou em 1832 a Portugal, fixando-se em Lisboa, em plena guerra civil (não se envolvendo nesta), e acabando por mudar-se para o Porto após o fim da guerra. Embora aspirasse regressar ao Brasil, quando as circunstâncias políticas desse país lhe fossem mais favoráveis, realizou em Portugal vários investimentos, entre os quais sobressai a Companhia das Lezírias, o Branco Comercial do Porto e o comércio de vinho.

Em 1842 iniciou vida política, no que investiu significativas somas em dinheiro, apoiando o governo de Costa Cabral. Nesse ano readquiriu polemicamente a cidadania portuguesa, tornou-se Par do Reino e foi agraciado com o título de 1.º Barão de Ferreira, ou seja, do seu apelido. Continuando a financiar as causas políticas subiu na hierarquia titular, ascendendo a 1.º Visconde de Ferreira (1843) e 1.º Conde de Ferreira (1850), sendo ainda fidalgo-cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo e possuindo a grã-cruz de Isabel a Católica de Espanha.

Os últimos anos de vida foram passados no Porto, retirado da actividade política. Faleceu deixando uma herança fabulosa, à época estimada em 600 contos, boa parte da qual destinou no seu testamento à benemerência. Entre outros legados que realizou avulta a fundação no Hospital de Alienados Conde de Ferreira (Porto), as somas destinadas à Santa Casa da Misericórdia do Porto, à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, a vários hospitais e asilos, familiares, afilhados e amigos. Enfim o capital que destinou à construção de 120 escolas primárias, masculinas e femininas, noutras tantas sedes de concelho. Para cada escola, construída de acordo com uma planta uniforme datada de 1866 (encontra-se actualmente no Arquivo Histórico do Ministério da Habitação e Obras Públicas), foram destinados 1200$00, incluindo mobília e alojamento para os professores.

A ESCOLA DE ESTARREJA

A sede do concelho de Estarreja foi uma das contempladas, com uma escola da herança do Conde de Ferreira, cabendo-lhe então a planta da escola e 1200$00 para a construir. Em 1867 a Câmara Municipal de Estarreja comprou ao Dr. Filipe José Pereira Brandão, da Quinta da Costeira, uma parcela com 600 m², pelo valor de 160$00. A escola construiu-se, ficando na porta principal a data de 1866, do falecimento do Conde de Ferreira, e no portão 1868, que deve ser da inauguração.

Em Estarreja a Escola Conde de Ferreira foi durante décadas a única do ensino primário na Vila. Refira-se que a taxa de analfabetismo em Estarreja, em finais do século XIX, andava na casa dos 80%, sendo na ordem dos 70% para os homens, e dos 90% para as mulheres.

Numa notícia do Jornal de Estarreja de 1960 lê-se que a escola, originalmente com duas salas de aula, fora ampliada com uma terceira havia anos. A terceira sala de aula terá sido pois acrescentada no início dos anos 50, ou mesmo nos anos 40, de acordo com algumas testemunhas crianças à época.

Segundo informa o Jornal de Estarreja de 4 de Outubro de 2002, a escola Conde de Ferreira, que saiu da escola do Paço, passaria então a acolher o Centro de Validação e Reconhecimento de Competências. Deve ter sido pois o ano lectivo de 2001/2002 o último em que funcionou como escola do ensino primário. Reabriu portas em 21 de Setembro de 2013, agora como Casa das Artes e sede do Rotary Club de Estarreja, que recebeu o edifício da Câmara Municipal de Estarreja e procedeu a obras de recuperação.

 In O Jornal de Estarreja, n.º 4778, 8.4.2016, pp. 8-9

sábado, 9 de março de 2013

Centenário da Feira dos 9


No início do século XX o centro de Pardilhó era um espaço acanhado, e não o vasto largo que hoje conhecemos. Já então ali se fazia um pequeno mercado diário e maior ao domingo, onde se vendiam bens diversos, principalmente peixe. Havia ainda uma rápida feira de porcos aos domingos de manhã, clandestina, após a primeira missa.

No triângulo de cima, próximo do coreto actual, existia um celeiro e uma capela com a invocação de Santo António. O celeiro pertencera em tempos ao Mosteiro de Arouca, e era um dos locais onde os nossos antepassados depositavam os foros, isto é, parte do que produziam na agricultura, para pagar senhor da terra que era o dito Mosteiro. A partir de meados do século XIX este celeiro deixou de ter préstimo, pois a implantação definitiva da Monarquia Liberal, com a vitória do rei D. Pedro sobre D. Miguel, extinguiu diversos antigos privilégios, como os que o Mosteiro de Arouca possuía nas terras de Antuã. Com o rodar dos anos, o celeiro do centro de Pardilhó entrou em degradação, até que acabou por ser demolido em 1906. Surgiu então a ideia de criar uma feira de gado no terreno deixado livre e no envolvente, espaço que foi terraplanado nessa altura. A capela de Santo António só foi demolida em 1926, o que ocasionou alguma polémica na freguesia.

Também no centro de Pardilhó, mas na parte de baixo (triângulo do cruzeiro) esteve instalado o cemitério da freguesia, de onde em 1938 a Junta de Freguesia removeu as ossadas existentes para o actual, que tinha sido inaugurado incompleto em 1933. Após a remoção das ossadas, o terreno do antigo cemitério foi terraplanado, deixando livre um espaço central.

Foi neste contexto que nasceu a “Feira dos 9”, no centro de Pardilhó. Aproveitando o terreno deixado livre pela demolição do celeiro em 1906, e ainda acanhada por entre a capela de Santo António e o cemitério, que haviam de durar por alguns anos, respectivamente até 1926 e 1938.

Por iniciativa da Junta de Freguesia de Pardilhó, realizou-se pela primeira vez em 9 de Abril de 1911 uma feira de gado, que começou por ser frequentada pelas pessoas das freguesias vizinhas. Ali se vendia principalmente gado bovino, além de suíno e algumas mercadorias, como as fazendas. A experiência da nova feira correu bem e esta cresceu, ficando conhecida por “Feira dos 9”, por ser o dia do mês em que se realizava.

Na sequência de alguma instabilidade política existente, nos primeiros tempos após a revolução do 28 de Maio de 1926, Pardilhó pertenceu durante ano e meio ao concelho de Ovar. Foi a Câmara Municipal de Ovar que, a pedido da Junta de Freguesia de Pardilhó, decidiu que a “Feira dos 9” passasse a realizar-se duas vezes por mês, nos dias 9 e 23. Assim, houve pela primeira vez “Feira dos 23” no dia 23 de Março de 1927. Todavia a feira no dia 23 sempre foi mais pequena que a do dia 9.

Ambas decorriam durante o período da manhã, e quando calhassem ao domingo passavam para o sábado. Estas feiras geravam bom lastro para equilibrar os cofres da Junta de Freguesia.

 
No dia 23 de Junho de 1970 a “Feira dos 9 e dos 23” realizou-se pela primeira vez na Quinta do Rezende, tomada de arrendamento pela Junta de Freguesia à Misericórdia de Estarreja. Ficou assim desocupado o largo da igreja, que pouco depois teve algumas obras. A feira deixou de se fazer na década de 1980, devido a um surto de peripneumonia no gado.

Como no passado dia 9 de Abril de 2011 se completaram exactamente 100 anos da primeira “Feira dos 9”, lembrei-me de a evocar neste artigo, esperando que possa interessar a alguns conterrâneos e reavive memórias de quem a conheceu.


O Concelho de Estarreja, n.º 4225, 19.4.2011, p. 4.

sábado, 15 de dezembro de 2012

350 anos da Feira de Santo Amaro

Estão a cumprir-se 350 anos da fundação da feira de Santo Amaro, na freguesia de Beduído, concelho de Estarreja. Criada por despacho da mesa do Desembargo do Paço, datado de 23-12-1662, e consequente alvará de D. Afonso VI, de 20-1-1663, na sequência de uma petição dos moradores da freguesia de Santiago de Beduído e suas anexas. Desde início realizou-se junto da capela que lhe deu o nome, junto da antiga Estrada Real que, antes de existir a nossa actual E.N.109, ligava Aveiro ao Porto.

A feira tornou-se importante, a maior do concelho e uma das primeiras na sua região, nas transacções de gado (em particular o bovino) e mercadorias. Era considerada o principal destino dos vendedores de Aveiro em 1724, e o Recenseamento Geral dos Gados de 1870 apontava-a como uma das preferidas no distrito, para a transacção do gado bovino de raça marinhoa.

Os vários tipos de gado (para além de diversos bens), oriundos de diferentes regiões do país, transaccionavam-se principalmente de Novembro a Abril, segundo informa o Inquérito Industrial de 1865. Por seu turno, uma reportagem regionalista publicada num jornal nacional de 1927, informava que a feira de Santo Amaro fornecia então de carne bovina as cidades de Lisboa e Porto, entre Março e Abril (próximo da Páscoa).

Para aqueles que vinham à feira, muitas vezes desembarcados no esteiro de Estarreja e daí seguindo por estrada até aquela, a visita implicava almoçar numa das barracas ali existentes. O prato mais apetecido era a posta de vaca assada (marinhoa), à moda de Santo Amaro. E os que não tinham posses para a vaca assada contentavam-se com comprar o molho da carne metido no pão.

No ano de 1901 a Câmara de Estarreja resolveu extinguir outra feira vizinha, a dos 9 realizada na Areosa, e em simultâneo passar a feira de Santo Amaro para os dias 15 e 30 de cada mês (até então fazia-se só nos dias 15). A primeira vez que se fez feira no dia 30 foi em 30-9-1901. Para além dos dias 15 e 30, nas vésperas (dias 14 e 29) havia no mesmo lugar uma feira de gado lanígero.

Em alguns momentos do ano a feira de Santo Amaro ganhava maior dimensão. É o que se passava com a chamada feira de ano, que nos séculos XVIII e XIX seria talvez a 25 de Julho, e pelo menos desde o início do século XX fixou-se no 15 de Janeiro. A feira de 15 de Janeiro de 1963 teve alguns momentos de transmissão na RTP, ainda a televisão era coisa recente e rara. Mas a feira mais concorrida do ano era a de 15 de Novembro, a chamada feira dos cevados, pois nessa data vendiam-se muitos porcos para abastecer as salgadeiras durante o inverno.

Bastantes fotografias e alguns textos sobre esta feira desaparecida se podem ver no livro Memórias da Feira de Santo Amaro (1997, e reedição em 2008), de Sérgio Paulo Silva. A feira foi interrompida em 1984 (embora com protestos dos que a frequentavam) devido a um surto de peripneumonia no gado, que de igual modo colocou um ponto final noutras feiras por todo o país. As tentativas anos mais tarde para a sua reactivação não tiveram sucesso, persistindo apenas como recordação de tempos idos a feira de ano, que ainda se faz a 15 de Janeiro.


In O Jornal de Estarreja, n.º 4637, 14.12.2012, p. 2

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Casa Ferreira da Silva

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Estabelecimento comercial de fazendas, originalmente gerido por Maria Joaquina Ferreira da Silva (1892-1969), os seus preços convidativos atraíam muita gente de fora. Era seu irmão o Arcebispo de Cízico, D. Manuel Maria Ferreira da Silva (1888-1974), que viveu na casa anexa. No mesmo local vendeu antes fazendas e mercearia o pai de ambos, Manuel Joaquim Ferreira da Silva, tendo sido instalada neste estabelecimento, em 1911, a primeira estação telegráfica de Pardilhó.

In “Evolução histórica do centro urbano de Pardilhó” [desdobrável], Câmara Municipal de Estarreja / Junta de Freguesia de Pardilhó, Junho de 2009
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Novos subsídios para a história da capela de Santo Amaro

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É certo e sabido que existiu próximo de Santo Amaro o agora chamado Castro de Santiais, povoação fortificada anterior ao domínio romano [1], posto em descoberto e captando atenções na cartografia dos anos 40 [2].

Relativamente próximo daqui, o lugar de Antuã colheu ares de grandeza com o estatuto de paróquia, no discutido texto respeitante ao paroquial suevo do ano de 569. Pondo de parte os numerosos documentos que na época da reconquista mencionam o rio com o mesmo nome, só volta a aparecer Antuã como lugar povoado em 959 [3].

Vamos encontrar a igreja de Beduído pela primeira vez, «Ecclesia.Santi Iacobi de Bedoido», ainda no século XII [4]. Essa igreja, distante da actual, situava-se no lugar de Beduído, deconhecendo-se ao certo quando foi transferida. Porém existe nas paredes da actual uma pedra com inscrições relevantes [5].


Na região em que o concelho de Estarreja se insere as Inquirições de 1220 apenas abrangeram as terras a sul do rio Antuã, embora nelas se faça a singela alusão a «Biduido», por a igreja se encontrar no julgado de Antuã [6]. Para o norte do rio conhece-se uma relação de propriedades de Mosteiros e Ordens, contemporânea das Inquirições de 1220, na qual aparecem 4 casais em Beduido pertencentes ao Mosteiro de Pedroso [7].

A igreja era do padroado régio antes de 1238 [8], vindo o mesmo a ser doado neste ano por por D. Sancho II ao bispo do Porto [9], assim se mantendo em 1542 [10].

A maior parte da freguesia de Beduído foi incluída na doação (melhor se dizendo troca) do Couto de Antuã, feita em 1257 por D. Afonso III ao Mosteiro de Arouca [11], ficando grosso modo de fora Santiais, na jurisdição de Bemposta. Essa divisão administrativa manteve-se até à implantação do regime liberal no séc. XIX [12]. Da aludida troca destaque-se parte da demarcação, de sul para norte: «… intrat aqua de Centeaes, et deinde quomodo vadit ad encruziladam de Mosteiroo et est ibi unus Patronus et in ipsa Villa de Centeaes habens homines de Antoana hereditates de Lavoijra et in termine de Antoana habens homines de Centeaes haereditates de Lavoijra […] et deinde quomodo vadit ad mamoas inter Antoana, et inter Centeaes et inter Bidoido, et est ibi unus Patronus…» [13]. De notar a referência a mamoas nas proximidades de Santo Amaro e do Mosteiroo sito numa encruzilhada, talvez um templo antecessor da capela de Santo Amaro. Com efeito a actual capela encontra-se junto de uma estrada regional que ligava na Idade Média Aveiro ao Porto [14], passando próxima da actual e anterior igrejas de Beduido. Além disso a capela de Santo Amaro situava-se nos limites do couto de Antuã com as terras de Bemposta, como se pode verificar de uma demarcação do concelho de Estarreja em 1695 [15], na qual se diz que a fronteira, vindo do norte, depois de alguns marcos corta por brejas de Beduído, por entre pinhais e desviando a poente em direito da ermida de Santo Amaro, onde está um muito antigo marco, redondo e de pedra. E junto deste meteu-se um novo, «no Recio da dita ermida de Santo Amaro que fica com alguma destancia pera poente», acrescentando ser no «Rexio» da capela de Santo Amaro que se faz a feira. A demarcação segue até ao Antuã, no ribeiro de Santiais, em lugar onde nesse tempo chegavam os limites da Quinta da Costa, então já existente.


A capela mencionada nesta demarcação era a antecessora da actual. Dela existe documentação que nos elucida sobre algumas das suas características. Com efeito, um grupo de paroquianos de S. Tiago de Beduido fez em 1679 uma petição ao Bispo do Porto, no sentido de ser autorizada a construção de uma capela dedicada da S. Marcos Evangelista. A situar na Devesa, destinava-se a servir os habitantes dos lugares de Santiais, Barreiros, Devesa e Souto [16]. O novo templo tinha a particularidade de imitar o de Santo Amaro, como foi notado por um autor local [17]. Além da documentação no processo desta capela, que oscila entre 1679-1681, nada mais dela consta. Sem sucesso se procura o seu rasto no século XVIII. Nem a “Corografia Portuguesa” do Pe. Carvalho Costa, nem as Memórias Paroquiais de 1732 e as de 1758 dão fé da sua existência. Razão porque será de supôr que o seu projecto tenha sido abandonado, vindo mais tarde os habitantes de Santiais a recuperar a ideia e velho sonho, construindo outro templo com a invocação de S. Joaquim [18].

Pode admitir-se que a substituição da antiga capela de Santo Amaro pela actual tenha respeitado as normas vigentes ao tempo, isto é, as Constituições Sinodaes do Porto, aprovadas em 1687 e editadas em 1735. Em diversos lugares de Beduído outras capelas acolheram em última morada os seus habitantes [19], e do mesmo modo os moradores de Santo Amaro viriam a ser sepultados uns na nova capela e outros na igreja ou no seu adro. Não nos foi possivel dar melhor atenção, mas poderá ter interesse para a actual capela a documentação respeitante a um embargo dos seus mordomos, em 1728, contra a construção de uns alpendres [20]. De resto, a tarefa de quaisquer investigadores está dificultada, por não se conhecerem Visitações de Beduído às quais se possa recorrer procurando melhores esclarecimentos, e por se prever escassa de dados a documentação do Mosteiro de Arouca no ANTT, dado este não ter possuido direitos sobre a capela. Talvez no Arquivo Paroquial de Beduído existam outros documentos, por exemplo da Confraria do Senhor Santo Amaro [21]. Apesar de tudo não será de descuidar a busca para além do Arquivo Distrital de Aveiro, cuja documentação paroquial já foi parcialmente consultada, reunindo-se parte dos enterramentos na capela de Santo Amaro que se encontram neste arquivo.

Difícil se torna separar completamente a capela de Santo Amaro da feira do mesmo lugar, a 15 de cada mês, remontando a 1663 [22] e tendo passado a bi-mensal pela primeira vez a 30.9.1901 [23]. Porque a feira, tal como a capela, ficava nos limites do couto de Antuã, o Mosteiro de Arouca cobrava direitos da sua realização, para o que existiu um celeiro próximo, no Outeiro [24], popularmente designado de «Casa das Freiras ou Casa da Sisa, à qual se deu este nome, porque, sendo a feira cativa, era lá que se pagava a sisa ou imposto por tudo que entrava na feira para venda. Era de tecto arqueado. Estava no lugar do Outeiro. Completamente transformada, já se não reconhece.» [25]. A feira ficou interrompida devido a um surto de peripneumonia em 1984 para não mais continuar, apesar de algumas tentativas posteriores de reorganização.


Em 2000 encontraram-se gravuras antigas na capela de Santo Amaro, ocultas por baixo do revestimento das paredes [26], mais tarde consideradas de menor valor [27]. A descoberta de ossadas e particularmente de uma lâmina de sílex atribuída à Idade do Cobre (com 4000 anos), em 2002, suscitaram o interesse numa intervenção arqueológica, que aprofundasse os conhecimentos sobre o local [28]. Contactada uma empresa do sector e disponibilizada uma quantia considerável, essa intervenção fez-se em 2004 [29], tendo constado que se encontrara objectos do Neolítico [30], com pelo menos 7000 anos, e romanos com cerca de 2000 [31], o que parece confirmar o relatório publicado no primeiro número da presente revista [32].

Procurei ser cuidadoso, para fugir dentro do possível ao dizer asneira, evitando divagações sem interesse e as certezas dos que tudo sabem. Não pretendi comentar e não comentei a intervenção arqueológica que se fez, por isso me furto a aludir a diversos aspectos dos resultados publicados. Pelo contrário espero estar a contribuir com alguns conhecimentos de aspectos com relevo da história local, certo de ninguém vir a entender que só alguns são donos da história. Como o que alego documento, e o que documento consultei de facto, sem citações que não tenham interesse, pretendo que este contributo seja útil a quem de futuro possa continuar escavações, tendo antecipadamente à disposição, como convém, investigação de arquivos e bibliotecas.

Entretanto, aguarda-se com curiosidade uma exposição e inventário dos achados arqueológicos de Santo Amaro, certamente valorizarando o trabalho profissional realizado. Com outros objectos associados ao meio, por exemplo ex-votos que eventualmente existissem na capela, teriamos uma exposição com muito interesse.

[1]. Um arqueólogo, aliás distinto professor universitário, encontrou em breve visita ao local cacos de cerâmica, mas entende não valer a pena fazer-se qualquer intervenção. Tal Castro foi atribuído à Idade do Ferro (“Terras do Antuã”, I, 2007, p. 121).
[2]. Carta Militar de Portugal, 1:25.000, folha 163, 1948; cit. Lopes Pereira, “Couto e Julgado de Antuã”, Arquivo do Distrito de Aveiro, XII, 1946, p. 260; e A. Nogueira Gonçalves, “Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Aveiro – Zona norte”, X, 1981, p. 17.
[3]. Antonio López Ferreiro, “Historia de… Santiago…”, II, 1899, p. 170 (apêndice); cit. A. de Almeida Fernandes, “Paróquias suevas e dioceses visigóticas”, 1997, p. 90; e deste por Jorge de Alarcão, “Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia – I”, Revista Portuguesa de Arqueologia, vol. 7, n.º 1, 2004, p. 330.
[4]. “Censual do Cabido da Sé do Porto…”, 1924, p. 547; cf. Miguel de Oliveira, “Ovar na Idade Média”, 1967, p. 224, que na p. 223 atribui o original ao séc. XII, aludindo a autor que especifica o intervalo de 1174-1185; veja-se ainda Lopes Pereira, ADA, XII, 274; tal documento vem mencionado por Domingos Moreira no Boletim Cultural da Câmara Municipal do Porto, 2.ª série, vol. II, 1984, p. 18, onde não trazendo data mas encontrando-se entre documentos datados poderá captar menor atenção de alguns investigadores.
[5]. Crítica da datação ali constante em Lopes Pereira, ADA, XII, 280; datação de A. Nogueira Gonçalves, “Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Aveiro – Zona norte”, X, 1981, pp. 11-13, explicada.
[6]. ANTT, Inquirições de D. Afonso II, liv. 2.º, fls. 129-129v.; Conde da Borralha, “Inquirições de D. Afonso II no distrito de Aveiro”, ADA, II, p. 286; Rocha Madahil, “Milenário de Aveiro – Colectânea de Documentos Históricos”, I, 1959, p. 59.
[7]. O doc. foi primeiro citado por J. Anastásio de Figueiredo, “Nova História da Militar Ordem de Malta”, I, 1800, 362, e daí por Miguel de Oliveira, “Ovar na Idade Média”, 1967, p. 227, de onde diversos investigadores o vieram a conhecer, directa ou indirectamente, reconheçam-no ou não. Geralmente confundido com as Inquirições de 1220, ainda que possa com elas relacionar-se trata-se de documento diferente.
[8]. Miguel de Oliveira, “Ovar na Idade Média”, 1967, p. 233.
[9]. Como consta de diversos documentos medievais do ADP, assim como textos de diferentes autores.
[10]. Candido Augusto Dias dos Santos, “O Censual da Mitra do Porto…”, 1973, p. 197. Aqui se lê ser a igreja de Santiago de Beduído da apresentação do Bispo do Porto, estando dela já desmembradas duas novas paróquias em 1542: «Item tem hũa erepta Santa Maria de Murtosa que por visitação se mãdou fazer e outra em Veiros».
[11]. Por três documentos de 1420 (“Terras de Antuã”, I, 2007, pp. 200-205) se vê que o centro administrativo do concelho de Antuã passara já o rio para a freguesia de Beduído, situando-se no lugar de Estarreja.
[12]. Por lapso alguns autores confundem Beduído de Estarreja com o lugar do mesmo nome no vizinho concelho de Albergaria-a-Velha, por exemplo em “Terras de Antuã”, I, 2007, pp. 95-96.
[13]. ANTT, Chancelaria de D. Afonso III, liv. 1, fl. 22; ANTT, Tombo de D. Mor Martins, fls. 81v a 82v; publicado por diversos autores, entre eles Rocha Madahil, ADA, IV, 128.
[14]. Sobre estra estrada e outras do concelho de Estarreja, veja-se o nosso artigo em “O Jornal de Estarreja”, n.º 4318, 11.11.2005, p. 13, e números seguintes (interessa por ter dados da sua passagem por Santo Amaro e não apenas por terras próximas).
[15]. AUC III-1.ªD-13-5-21, fl. 33v.-35.
[16]. Código de Referência no Arquivo Episcopal do Porto: PT/AEP/DP/CUR-SGC/001/0078.
[17]. “O Jornal de Estarreja”, n.º 3056, 10.11.1959, p. 1, com base no processo do aludido Arquivo Episcopal.
[18]. Capela situada no Barreiro de Além, estava feita em 1753 (Código de Referência no Arquivo Episcopal do Porto: PT/AEP/DP/CUR-SGC/001/0083).
[19]. Estranha-se haver autores indicando a capela de Santo Amaro como sendo a única em Beduído, para além da igreja, a ter recebido enterramentos, até por terem os mesmos consultado os livros de Óbitos de Beduído no Arquivo Distrital de Aveiro – cf. “Terras do Antuã”, I, 2007, p. 96.
[20]. AUC III-1.ªD-13-1.
[21]. Mencionada na Memória Paroquial de 1758, cujo original se encontra no ANTT – Dicionário Geográfico, vol. 6, n.º 73, p. 509; publicada por Eduardo Costa, “Memórias Paroquiais do séc. XVIII – IV – Freguesia de S. Tiago de Beduído”, Arquivo do Distrito de Aveiro, XXXV, p. 105, e “O Jornal de Estarreja”, n.º 2935, 25.10.1954, p. 1.
[22]. A transcrição completa do alvará que a criou encontra-se no jornal “O Progresso da Murtosa”, n.º 534, 16.2.1939, p. 4; assim como por Sérgio Paulo Silva, “Memórias da Feira de St.º Amaro”, 1997, p. 9, sem cota (com reedição recente); além de meras citações do ano da fundação dispersas na imprensa local, no Guia de Portugal da Gulbenkian, e no mapa turístico Rotep de 1954.
[23]. “O Jornal da Murtosa”, de Maio de 1901 a Outubro de 1901; e “Mala da Europa”, 1.12.1901, p. 3, que apenas a diz recente. Têm dados importantes sobre a feira: com duas fotos e texto, a “Mala da Europa”, 2.2.1902, pp. 1-3; “Arquitectura Popular em Portugal”, vol. 1 (respeitante a casas típicas), 1961; Jorge Gaspar, “As feiras de gado na Beira Litoral”, 1965, 1970 e 1986; este último notado por “O Jornal de Estarreja”, n.º 3659, 30.12.1988, pp. 10-11.
[24]. “O Jornal de Estarreja”, n.º 2892, 10.1.1953, p. 1.
[25]. “O Jornal de Estarreja”, n.º 3128, 10.11.1962, p. 1; alude à casa da Sisa, por razões que não vem ao caso, José Tavares, “Notas Marinhoas”, III, 1984, p. 175.
[26]. “O Jornal de Estarreja”, n.º 4096, 15.12.2000, p. 1.
[27]. “O Jornal de Estarreja”, n.º 4190, 24.1.2003, p. 6.
[28]. “Voz Regionalista”, n.º 184, Dez./2002, pp. 1 e 3; “O Jornal de Estarreja”, n.º 4190, 24.1.2003, p. 6.
[29]. “O Jornal de Estarreja”, n.º 4247, 2.4.2004, p. 16.
[30]. Entre os achados mais antigos, além da lâmina de sílex, ter-se-á encontrado um ou dois machados de pedra polida. Cf. “Terras do Antuã”, I, 2007, pp. 119 e 121.
[31]. “Jornal da Ria”, n.º 178, 27.5.2004, pp. 10-11; “O Jornal de Estarreja”, n.º 4254, 28.5.2004, p. 3; “O Jornal de Estarreja”, n.º 4273, 12.11.2004, p. 6; “Jornal da Ria”, n.º 203, 18.11.2004, p. 7; “O Jornal de Estarreja”, n.º 4274, 19.11.2004, pp. 5 e 7.
[32]. “Terras de Antuã”, I, 2007, pp. 95-123; embora na p. 121 também se diga que a área esteve desocupada da pré-história ao fim da Idade Média, com ocupação romana pelo meio.

In “Novos subsídios para a história da capela de Santo Amaro”, Terras de Antuã, Câmara Municipal de Estarreja, II, 2008, pp. 275-278
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Feira dos 9 e 23

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Feira de gado, principalmente bovino. A Junta de Freguesia criou a feira mensal dos 9 em 1911, e a Câmara de Ovar deliberou que se realizasse a 9 e 23 em 1927. Depois da de Santo Amaro foi a mais importante feira de gado na região. Em 1970 mudou-se para a Quinta do Rezende.

In “Evolução histórica do centro urbano de Pardilhó” [desdobrável], Câmara Municipal de Estarreja / Junta de Freguesia de Pardilhó, Junho de 2009
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mercado [de Pardilhó]

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Em finais do séc. XIX já havia mercado diário e maior ao domingo no centro da freguesia. Nessa época o celeiro, cemitério e capela de Santo António eram obstáculo ao seu desenvolvimento.



O actual, implantado em terrenos comprados pela Junta de Freguesia a particulares, e segundo projecto do Eng. Lamego, começou a funcionar em 2001 mas só foi inaugurado em 2003.

In “Evolução histórica do centro urbano de Pardilhó” [desdobrável], Câmara Municipal de Estarreja / Junta de Freguesia de Pardilhó, Junho de 2009
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