quinta-feira, 26 de julho de 2012

Bodas de Ouro do Centro Paroquial de Assistência da Freguesia de Pardilhó


O Pe. Manuel Garrido, natural do Bunheiro, chegou a Pardilhó em 1955 como pároco. Aqui sensibilizou-se com as crianças pobres que ficavam entregues a si mesmas, enquanto os pais iam ganhar o sustento da família, apanhando pinhas para vender nas padarias. A primeira medida do sacerdote foi instituir “famílias de acolhimento”, em que uma criança de família com mais posses levava a almoçar em sua casa outra de família necessitada.

Este foi o impulso para a criação do Centro Paroquial de Assistência da Freguesia de Pardilhó, que teve aprovação Canónica em 30 de Abril de 1962, e dirigiu as suas atenções para a criação de uma Cantina Escolar. Com a ajuda do povo a cantina construiu-se no espaço das escolas de Pardilhó, e em 5 de Maio de 1963 foi inaugurada pelo Bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade.


Entre 1967 e 1969 decorreram obras significativas na igreja de S. Pedro de Pardilhó, e em terreno anexo construiu-se o Salão Paroquial, com Centro Infantil (Jardim-de-infância). As duas obras, a cargo do construtor Francisco Farinhas, foram inauguradas a 6 de Janeiro de 1969, em cerimónia presidida pelo Bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade.

Uma nova valência abriu em Setembro de 1974, a Creche, funcionando provisoriamente em salas anexas à própria igreja. Em 1982 os estatutos do Centro Paroquial foram revistos, ampliando o seu objecto para a assistência à infância, juventude, idosos e população desfavorecida em geral. No ano de 1988 realizaram-se melhorias no Salão Paroquial, também então ampliado para nascente, e para cujo espaço foi transferida a Creche.

O Centro Paroquial de Assistência constitui o maior legado do Pe. Manuel Garrido, que foi pároco de Pardilhó de 1955 a 1987, num total aproximado de 33 anos.

No início de 1992 o Pe. Pedro Cerantola (animador vocacional e pároco a partir de 1993) e o Pe. Hugo Fent (pároco) concluíram que o Centro Paroquial não reunia condições capazes para as suas valências. Assim, decidiu-se a construção de um espaço maior e mais saudável, para o que se iniciou a procura de terrenos. Nessa busca surgiu a possibilidade de construir na Quinta do Rezende, que pertencia à Misericórdia de Estarreja.

Solicitado apoio financeiro à Segurança Social, esta mostrou-se indisponível para apoiar a construção de um Lar de Idosos, mas favorável a um Centro de Dia. A ideia avançou, e na Quinta do Rezende viria a ser cedido espaço ao Centro Paroquial, para construção do seu Infantário, Creche e Centro de Dia. Os projectos ficaram prontos em 1995 e a obra foi adjudicada, iniciando-se de facto no terreno em 1996. A nova casa do Centro Paroquial entrou em funcionamento em 1999, com algumas obras exteriores por concluir, e foi formalmente inaugurada em 2001.


Com uma casa maior, aumentaram as valências e o número de beneficiários servidos pelas mesmas. Para as crianças, Creche, Jardim-de-infância e ATL. Para os idosos, Centro de Dia, Centro de Convívio, e Apoio Domiciliário. Acresce o Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social. As antigas instalações continuaram a albergar algumas valências sociais, caso da Cáritas.

Esta nova fase da obra social do Centro Paroquial, que germinou na década de 1990, teve à cabeça o Pe. Pedro Cerantola, sacerdote missionário das comunidades migrantes, natural de Itália, e pároco de Pardilhó entre 1993 e 2000.
 

In O Concelho de Estarreja, n.º 4237, 17.4.2012, p. 9

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